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PROGRAMA DE ANÁLISE DE CONJUNTURA
Maio de 2002
Boletim PAC
O Boletim PAC/DGTA é uma publicação que reúne análises conjunturais do
mercado agrícola, desenvolvido por estagiários do Departamento de
Gestão e Tecnologia Agroindustrial, sob orientação de docentes
especializados na área que compõem o grupo PAC ( Programa de Análise de
Conjuntura ).
O
principal objetivo do PAC é treinar estudantes de graduação da Faculdade de
Ciências Agronômicas da Unesp, visando aprimorar o conhecimento dos mercados
dos principais produtos agrícola.
José
Matheus Y. Perosa
Izabel
Cristina Takitane
Maura Seiko T. Esperancini
Profa.
Maura Seiko T. Esperancini
Acad. Fernando de Campos Cunha
Acad. Sandra T. Torrezin
Anselmo Ribeiro
Marcus Norberto Tavares
Arroz
Preço
pago ao produtor no mês de maio fecha em R$ 19,80
Thiago
de Souza Tozi
Eduardo Gazolla
O
arroz em casca, saca de 60 kg, fechou o mês de maio com um valor de R$ 19,80,
apresentando um acréscimo de 13,14% em relação ao mês anterior.
O
mercado do arroz tem apresentado boa recuperação, havendo uma menor procura
pela parte dos produtores aos leilões de contrato de opção e venda, que foi
suspenso por alguns dias. O governo e a cadeia produtiva reuniram-se para
discutir a política de comercialização, onde decidiu-se
que os leilões de contratos de opção de venda serão mantidos, mesmo
com uma baixa procura. A oferta de
contratos será reduzida, passando de 100 mil para 50 mil toneladas.
O
valor do contrato pago pelo governo variou entre R$ 16,00 e R$ 16,50.
A
Conab estará realizando uma pesquisa de campo, onde irá levantar dados sobre
as culturas de verão, em fase final de colheita, como arroz, feijão (1ª e 2ª
safras), o que está previsto para o próximo mês.
A tendência do preço pago ao produtor para o mês de junho é de aumento, já que está reduzindo a oferta no mercado, sendo mais viável ao produtor não participar dos contratos de opção.
As três variedades de batata tiveram uma redução nos preços
no mês de maio. A batata Comum Especial fechou o mês com uma média de R$
35,78 , a Batata Beneficiada Comum
Especial com uma média de R$ 41,67
e a Batata Lisa Especial fechou com
uma média de R$ 47,75.
Essa redução ocorreu devido a fatores climáticos que ocasionaram a
baixa qualidade do produto. Com a
redução do consumo devido à baixa qualidade o mercado esta saturado e não
está ocorrendo o escoamento do produto. Houve também o aumento da quantidade
ofertada devido ao aumento de regiões produtoras em fase de colheita.
As regiões que estão abastecendo o mercado são: Guarapuava (PR),
Sudoeste Paulista e Sul de Minas.
A previsão para o mês de junho é que ocorra redução nos preços
baseado na baixa qualidade e também no aumento de oferta.
No mês de maio o preço do café continuou em baixa, mantendo-se em a média
a
R$ 108,50 a saca de 60kg, principalmente devido ao inicio da colheita.
Por causa do preço do produto muito baixo o governo está estudando
medidas para valorização do produto retirando parte do produto do mercado.
Esse plano é Governo Federal, que pretende retirar cerca de 10
milhões de sacas de café , mantendo-as nas mãos dos produtores, ou seja ,
pagando para os produtores manterem esse café nos estoques em suas
propriedades.
Esta medida seria tomada a curto prazo , e, a longo prazo pretende-se a
redução da produção do café e o incentivo à produção de outras culturas.
Esta medida já está sendo implantada por
outros países , também grandes produtores e exportadores do setor.
Já para a próxima safra a estratégia de comercialização será determinante para a manutenção da performance de exportação e de garantia de liquidez mínima do setor, sendo importante para que o Brasil continue com o papel importante na exportação mundial.
Feijão
O
clima será fator decisivo para os
preços do feijão
A
saca de 60 kg de feijão teve cotação media de R$ 58,39 no mês de maio, tendo
um aumento de 2,4% em relação ao
mês anterior.
O
mercado esteve estável devido à discreta demanda, pois os empacotadores e
supermercados estão fazendo estoques apenas de curto prazo devido à falta de
feijão de boa qualidade no mercado. O fator umidade esta sendo um dos responsáveis
pela queda da qualidade do feijão no Sudeste e no Centro-Sul. De acordo com a
Bolsinha Informs, a oferta de feijão no atacado paulista, na metade do mês,
era proveniente das seguintes regiões: São Paulo (67,3%), Goiás (9,1%), Paraná
(13,6%) e Minas Gerais (13,6%0). A área colhida nas principais regiões
produtoras já é superior a 50%.
Muitos
produtores seguem fazendo a retenção da mercadoria, na tentativa de alcançar
melhores preços, principalmente
quando houver um posicionamento mais favorável rd Of Trade)
Bolsa
de Nova York (New York Cocoa Exchange)
Instituto
de Economia Agrícola de São Paulo
Secretaria
da Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
COORDENADORIA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E INTEGRAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Inicial
Caqui
é opção para agricultura familiar
Sandra
Torrezin
Fernando Cunha
O
cultivo desta fruta está presente no Sul, Sudeste e em algumas partes do Brasil
Central. Mais da metade da produção é proveniente dos grandes pomares
existentes no Estado de São Paulo, especialmente nas regiões do Vale do Paraíba,
Campinas, Sorocaba, município da Grande São Paulo e especialmente a região de
Mogi das Cruzes, que detém 69% da produção do estado, destinada
especificamente ao mercado interno.
De
acordo com a Fundação IBGE, em 2000, o caqui contribuiu com R$ 47,8 milhões
no valor da produção agrícola brasileira e com R$ 26,7 milhões na produção
paulista, ou seja, 55,8% do total, com uma aumento de 22% na produção entre
1996 e 1999.
Apesar
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Com
fim da safra do caqui, surge a nêspera como uma das frutas mais consumidas após
a safra do caqui, onde neste ano a região de Campinas antecipou sua safra,
conseguindo colocar o produto em uma época diferente no mercado. A nêspera está
chegando embalada em bandeja plástica, envolvida em PVC transparente, com peso
de 400 gramas, com 4 bandejas por caixa de papelão. No dia 24/04/2002, o melhor
produto estava sendo comercializado por R$5,00 . Os compradores são os
supermercados médios, frutarias, feiras livres de bairros de classes média e
alta.
Um
fato que vem ocorrendo no mercado de frutas, é a entrada de mangas
produzidas no Nordeste, que são colhidas ainda verdes para aproveitar os
preços relativamente altos nesta época do ano.
Uma das características da manga verde é o não aparecimento da cor
predominante quando amadurecem e outra seria o murchamento das frutas por
desidratação, o que é prejudicial ao mercado,
pois os consumidores ao degustarem uma fruta ácida e sem doçura poderão
demorar algum tempo para comprar novamente ou não comprarão mais.
O produtor que age desta forma, ao invés de se beneficiar, na realidade está comprometendo todo mercado e retraindo cada vez mais o consumo.
A
laranja para indústria tem-se um aumento de 6% fechando o mês de maio a R$
7,42 a caixa de 40,8kg (fruta posta, pagamento à vista), e a laranja de mesa
fecha o mês com estabilidade em relação ao mês passado com preço
médio de R$ 10,00.
Com
aproximadamente 7.000 hectares de laranja e três indústrias esmagadoras, o
norte do Paraná ganha espaço no mercado, produzindo suco concentrado e
congelado de laranja destinado aos mercado
interno e externo. A previsão é de aumento de 4.200 hectares e 1,5 milhões de
mudas, estimada pelas indústrias locais(PROFRUTA).
Em
São Paulo a produtividade diminuiu com o regime irregular de chuvas e baixos
preços provocaram o abandono de
pomares e determinando baixa produção.
Devido
aos contratos pré fixados com valores mais baixos a maioria dos produtores não
foram beneficiados, e quem estava mais capitalizado usou o dinheiro para
pagamento de dividas.
Além disso os investimento necessários para manutenção de pomares deu um salto; o preço da muda cítricas, por exemplo, passou de R$ 0,80 para R$4,50 e os gastos com a prevenção de doenças também aumentaram porque são indexados ao dólar provocando previsões de alta no preço da laranja no curto médio prazo devido a baixa oferta de laranja no mercado e alto custo da produção.
Cotações
do milho continuam em alta
Michelle
Caroline Seixas
Iana Y. Mori Konrad
V V S Mello.
Em
maio, o preço da saca de 60 kg ficou em R$12,30 representando um aumento de
9,63% em relação ao mês passado.
A cotação está sendo impulsionada não apenas pela falta de milho no
mercado, mas também pela falta de interesse na venda por parte dos produtores,
o que resulta em um mercado mais lento, tanto para os produtores quanto para
compradores. Os preços oferecidos ao produtor variam de região para região,
chegando a R$14,50.
A estiagem de até 90 dias diminuiu a potencialidade da safrinha de milho
dos principais produtores. O clima seco nas principais regiões produtoras deve
derrubar em pelo menos 1 milhão de toneladas as projeções que indicavam produções
próximas a 8 milhões de toneladas de milho.
Regiões como o Paraná estimam quebra na safrinha de até 30%, podendo
comprometer o abastecimento do seu mercado interno.
A produção brasileira de milho deverá fechar a safra 2001/02 com queda
de 13,9%, totalizando 36,216 milhões de toneladas, contra 42.052 milhões
colhidas em 2000/01. A área plantada caiu 7% do ano passado para hoje.
A expectativa para o mês de junho é de que os preços continuem em alta.
Suínos
João
Paulo Lopes Marco
Aurélio Guenca
Milena Provazi
O
preço da carne suína no mês de maio apresentou uma expressiva queda de 12,7%
em relação ao mês anterior, com uma média de R$ 20,50 a arroba paga ao
produtor. Este valor está fazendo com que os produtores comercializem o suíno
com um preço abaixo do custo de produção, que está elevado devido ao alto
preço da ração, à base de milho.
Além
do elevado custo da ração, vários outros fatores contribuíram para esta
instabilidade no mercado de carne suína. Um dos fatores é a alta produção de
suínos motivado pelos bons preços praticados no ano passado. Outro fator é a
queda no consumo devido ao baixo preço do frango.
Com
o baixo consumo e a oferta elevada os frigoríficos estão com um estoque
excessivo diminuindo a compra de suíno para o abate, obrigando os produtores a
manter os animais na granja, contribuindo para o aumento do custo de produção.
Houve
um encremento de 10% nas exportações, mas isso não teve interferência no
mercado interno devido a uma queda de 14,3% nos preços pagos pela Rússia, em
relação ao ano anterior. Isso ocorreu principalmente por uma saturação do
mercado russo ocasionado pelo aumento da produção daquele país.
As
associações estão buscando soluções junto ao governo federal, como a
diminuição do incentivo dado ao setor. Outra proposta foi a troca de carne suína
brasileira com milho não trangênico
argentino. Isso diminuiria a oferta interna da carne suína e também o preço
do milho ofertado ao produtor.
Para o próximo mês é esperada uma estabilidade nos preços devido ao otimismo das associações de produtores, que acreditam numa recuperação do consumo interno com a chegada de temperaturas mais frias, tão esperada pelo setor.
Entre
em contato com o PAC: