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PROGRAMA DE ANÁLISE DE CONJUNTURA
Abril de 2002
Boletim PAC
O Boletim PAC/DGTA é uma publicação que reúne análises conjunturais do
mercado agrícola, desenvolvido por estagiários do Departamento de
Gestão e Tecnologia Agroindustrial, sob orientação de docentes
especializados na área que compõem o grupo PAC ( Programa de Análise de
Conjuntura ).
O
principal objetivo do PAC é treinar estudantes de graduação da Faculdade de
Ciências Agronômicas da Unesp, visando aprimorar o conhecimento dos mercados
dos principais produtos agrícola.
José
Matheus Y. Perosa
Izabel
Cristina Takitane
Maura Seiko T. Esperancini
Profa.
Maura Seiko T. Esperancini
Acad. Fernando de Campos Cunha
Acad. Sandra T. Torrezin
Anselmo Ribeiro
Marcus Norberto Tavares
Arroz
Mariana Toledo
Tiago Tozi
O arroz em casca, saca de 60 kg, fechou o mês de abril com um valor de R$
17,50, apresentando um decréscimo em relação ao mês anterior.
O preço do arroz no mercado têm-se
reduzido durante todo mês, devido ao aumento da oferta no mercado com a produção
do Rio Grande do Sul, que apresentou um acréscimo na produção de 3,12% tendo
assim uma compensação na queda do estado de São Paulo que chegou à 8,1%.
Para os produtores a solução foram os
contratos de opção de arroz, que permitem ao produtor vender sua safra ao
governo na data do vencimento do contrato, caso o preço de mercado esteja
abaixo do preço de exercício, foi o que aconteceu este mês.
Em abril o preço de contrato foi de R$ 17,50, valor acima do preço de mercado,
que paga hoje entre R$ 15,50 e R$ 16,00, fazendo com que os produtores exerçam
a opção de venda ao governo ao preço de R$ 17,50.
O valor de contrato pago pelo governo para o mês de maio será de R$ 16,30, uma
provável opção no caso do preço de mercado continuar caindo, porém há
previsões de mudança de clima durante a colheita de arroz, o que pode fazer
com que seu preço venha a subir.
Batata
Baixa
Qualidade, Eleva Preço
Os preços da batata para o mês de Abril, estão elevados, chegando ao
preço máximo de R$ 60,00 dependendo da variedade e da qualidade. Essa alta de
preços é explicada pela baixa qualidade do produto, que foi afetada pelo
clima, pois houve chuva em excesso no começo do ciclo da cultura. Somente 30 a
40 % dos tubérculos oferecidos no mercado são de boa qualidade.
A região produtora atualmente é Araxá, e
em Maio espera-se o inicio da
colheita na região do Sudoeste paulista.
A previsão para o próximo mês é que estes preços se mantenham elevados, devido à queda de produtividade e na qualidade do produto em geral.
Rafael
Almeida Natalia
C. Pires Juliane
Salum
Eder Luiz Cherutti
O preço da arroba do boi-gordo no fim de abril foi de R$ 41, 00,
equivalente a julho do ano passado, tendo uma queda de 8.9% em relação ao mês
passado. Essa queda de valor ocorreu devido à escassez de chuva.
A partir do dia onze , a venda da carne para
os frigoríficos está regularizada, já que o Brasil não ameaçado pela
importação da carne da Argentina, ou seja, não foi à carne argentina que
derrubou os preços e sim os próprios frigoríficos nacionais, como forma de
baixar os preços. Assim as indústrias exportadoras de carnes devem suspender a
importação de carne argentina.
A redução dos preços, em parte, ocorreu
devido à falta de chuva, pelas expectativas de que as vendas externas absorvam
um volume menor que em 2001, aumentando a oferta interna, enquanto a demanda
interna manteve-se menor que a oferta, surgindo novas vias de fornecimento como
a região norte, com preços inferiores.
As exportações do volume de carne desse
ano de 2002 podem chegar a 900 mil toneladas, aproximando-se da Austrália e
Estados Unidos (1,2 milhões de toneladas), mas dependendo dos principais
exportadores, que são os europeus (50%), estão preocupados com a qualidade e
com a alimentação (EUA, Japão e Rússia), sendo evidenciado depois da doença
da vaca louca, que é causada por resíduos de produtos de origem animal na ração.
Lançamento da vacina contra a febre aftosa
está presente em diversos estados: SP, MS, MT, GO, PR. Devido à alta procura,
poderá haver escassez de vacinas.
Dando continuidade as expectativas do mês anterior, a tendência é de mais uma queda nos preços, podendo aumentar daqui alguns meses.
Feijão
Um
possível aumento de preço para o próximo mês
Fernanda
Latanze Mendes
Maria Carolina Godoy
Thais Regina de Souza
Na
primeira quinzena de abril os preços do feijão mantiveram-se
constantes, R$ 63,60, apresentando níveis moderados de comercialização,
diante de uma demanda fraca, e a partir da segunda quinzena os patamares de preços
sofreram uma leve queda, o Tiête ( Mogi das Cruzes),
com 115 cooperados que receberam ajuda financeira do Japão.A cooperativa
pretende definir seus padrões de tamanho, cor e embalagem para manter uma boa
qualidade e facilitar as vendas por telefone e por leilões on-line.
Espera-se então que o mês de maio a demanda pelo produto aumente em quase 50%, mas sem maiores alterações nos preços.
Frango
Brasil aumenta volume exportado de frango
Fernando
Cunha
Sandra Torrezin
O mercado de frango iniciou o mês de abril cotado à R$ 0,85/kg e seguiu com
essa cotação até a segunda semana, e prosseguindo até o final do mês
à R$ 0,90/kg, o que resultou em preço médio de R$ 0,88/kg para o mês
de abril.
Essa
situação esta ocorrendo pelo fato do mercado
de frango estar firme nos últimos dias, uma vez que a carne de frango sustenta
a demanda, que apresentou sinais de elevação.
Com
relação as exportações, no primeiro trimestre, houve um aumento da ordem de
17,5% no volume exportado em relação ao mesmo período no ano passado.
Outro
fator que pode contribuir para o favorecimento das exportações são os
conflitos no Oriente Médio que tendem a aumentar o volume comercializado.
O
Brasil poderá ter, para os próximos anos, um novo comprador de frango, Cuba
que em função da reestruturação
do setor agrícola, irá diminuir a produção de ração, prejudicando a produção
avícola, sendo assim mais um mercado para o produto brasileiro.
Para
o mês de maio, a previsão dos preços do frango é seguir essa evolução, com
um aumento nas primeiras semanas e se estabilizando até o final do mês.As
normas internacionais de qualidade fizeram com o Brasil tomasse as primeira
medidas para a adoção da ratreabilidade também na fruticultura, que se
caracteriza pelo uso indiscriminado de
produtos químicos, que prejudica a imagem do produto brasileiro no mercado
internacional.
Para
isso foi criado um sistema de produção chamado de PIF, produção integrada de
frutas, que tem como conceito básico a utilização racional dos recursos
naturais e de produtos químicos.
Os
produtores que adotarem esse sistema de produção receberão um selo de
conformidade e assim poderão exportar seus produtos de acordo com as exigências
internacionais.
A
crescente preocupação da população com uma melhor qualidade de vida envolve
não só questões econômicas e alimentares, mas questões de caráter
ambiental, o está levando a uma conscientização cada vez maior do produtor
brasileiro de que para atender as exigências dos principais mercados mundiais.
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